areaRestrita

Quem decide pode errar, quem não decide já errou. (Karahjan)

Não existe caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho. (Mahatma Gandhi)

A maioria das organizações é supergerenciada e subliderada. (John Kotter, escritor)

A primeira e melhor vitória é conquistar-se a si mesmo”. (Platão)

Nós somos o que fazemos repetidamente, a excelência não é um feito, é sim um hábito. (Aristóteles)

Descubra sua própria luz, ou passará o resto da vida sendo um pálido reflexo da luz alheia. (Paulo Coelho)

Simplesmente não quero ficar prejudicada pelas minhas próprias limitações. (Bárbara Streisand)

A direção é mais importante do que a velocidade. (Roberto Scaringella)

A sua vida e o seu mundo mudam quando você muda. (Roberto Shinyashiki)

Aquilo que pedimos aos céus na maioria das vezes encontra-se nas nossas mãos. (William Shakespeare)

EFEITOS DA INVEJA NO SISTEMA DE RECOMPENSA DO CÉREBRO

Efeitos da inveja no sistema de recompensa do cérebro

"Tanto a inveja quanto a Schadenfreude - sensação de prazer quando o sofrimento alheio é maior - têm sua utilidade, mas também seus custos"


Se o mundo fosse simples, pouco importaria o que acontece com os outros quando a gente ganha ou perde. Mas não: se você perde dinheiro, fama ou recursos mas seus colegas perdem ainda mais, sua perda é relativizada, e você sente até um prazerzinho com a dor maior dos outros. É a Schadenfreude, palavra alemã que descreve o prazer com o sofrimento alheio quando este alivia o nosso. A Schadenfreude tem sua utilidade ao relativizar nossas perdas – assim como a estratégia de trazer um bode fedido (metafórico ou não) para a sala ajuda a colocar nossos problemas em perspectiva: o infortúnio alheio nos lembra que nossa sorte poderia ter sido pior. Desde que ela seja curtida em silêncio, a Schadenfreude até que não faz mal a ninguém.


O problema é que essa relativização também acontece no outro sentido e afeta nossa capacidade de curtir a própria sorte. Se você ganha, pouco deveria importar se os outros também ganharam ou não; o que você fez deu certo. No entanto, descobrir que alguém ganhou ainda mais do que você diminui seu prazer. É daí que nasce a inveja: da relativização do seu sucesso, mesmo quando ele deveria ser perfeitamente satisfatório. Seu prazer de conseguir comprar um carro bacana deixa de ser tão bom quando você descobre que o vizinho comprou um carro melhor ainda pelo mesmo valor. A inveja é a cobiça do sucesso alheio à custa do próprio desmerecimento.


A neurociência conseguiu localizar as bases da inveja justamente no sistema de recompensa, o conjunto de estruturas do cérebro que sinaliza quando nossas ações são bem-sucedidas e nos premia com uma sensação física e mental de prazer. A Schadenfreude ocorre quando o cérebro registra o lado bom de uma situação que deveria ter sido apenas ruim, e gera ativação do sistema de recompensa – e com isso, prazer – quando o sofrimento alheio indica que você foi mal, mas poderia ter sido pior.


O mesmo acontece na inveja: a ativação do seu sistema de recompensa, e portanto, sua sensação de prazer, é reduzida quando seu cérebro entende que seu sucesso poderia ter sido maior – como prova o alvo da sua inveja.


Como a Schadenfreude, a inveja tem lá sua utilidade, ao lembrar que você poderia se sair ainda melhor. A pena é o custo da inveja, que estraga o que poderia ser um prazer perfeitamente bom. Mas existe saída: é possível usar estratégias cognitivas para sufocar a inveja, colocar-se no lugar dos outros e vivenciar com eles o sucesso ainda maior que o seu. Ainda bem que essa capacidade, a empatia, nosso cérebro também tem.

Veja Também