areaRestrita

A direção é mais importante do que a velocidade. (Roberto Scaringella)

A sua vida e o seu mundo mudam quando você muda. (Roberto Shinyashiki)

Tudo vem quando você vai atrás. (Silvia Duailib)

Sabemos o que somos, mas não o que poderemos ser. (William Shakespeare)

Somos responsáveis não só pelo que fazemos, mas também pelo que deixamos de fazer. (Moliére)

Existindo a pergunta, a mente pensa de novo. (Nancy Kline, Time to Think)

A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás, mas só pode ser vivida olhando-se para frente. (Soren Kierkegaard)

Quem não se movimenta, não sentem as correntes que o prendem” (Rosa Luxemburgo)

O rio atinge seus objetivos porque aprendeu a contornar obstáculos. (Lao Tsé)

EFEITOS DA INVEJA NO SISTEMA DE RECOMPENSA DO CÉREBRO

Efeitos da inveja no sistema de recompensa do cérebro

"Tanto a inveja quanto a Schadenfreude - sensação de prazer quando o sofrimento alheio é maior - têm sua utilidade, mas também seus custos"


Se o mundo fosse simples, pouco importaria o que acontece com os outros quando a gente ganha ou perde. Mas não: se você perde dinheiro, fama ou recursos mas seus colegas perdem ainda mais, sua perda é relativizada, e você sente até um prazerzinho com a dor maior dos outros. É a Schadenfreude, palavra alemã que descreve o prazer com o sofrimento alheio quando este alivia o nosso. A Schadenfreude tem sua utilidade ao relativizar nossas perdas – assim como a estratégia de trazer um bode fedido (metafórico ou não) para a sala ajuda a colocar nossos problemas em perspectiva: o infortúnio alheio nos lembra que nossa sorte poderia ter sido pior. Desde que ela seja curtida em silêncio, a Schadenfreude até que não faz mal a ninguém.


O problema é que essa relativização também acontece no outro sentido e afeta nossa capacidade de curtir a própria sorte. Se você ganha, pouco deveria importar se os outros também ganharam ou não; o que você fez deu certo. No entanto, descobrir que alguém ganhou ainda mais do que você diminui seu prazer. É daí que nasce a inveja: da relativização do seu sucesso, mesmo quando ele deveria ser perfeitamente satisfatório. Seu prazer de conseguir comprar um carro bacana deixa de ser tão bom quando você descobre que o vizinho comprou um carro melhor ainda pelo mesmo valor. A inveja é a cobiça do sucesso alheio à custa do próprio desmerecimento.


A neurociência conseguiu localizar as bases da inveja justamente no sistema de recompensa, o conjunto de estruturas do cérebro que sinaliza quando nossas ações são bem-sucedidas e nos premia com uma sensação física e mental de prazer. A Schadenfreude ocorre quando o cérebro registra o lado bom de uma situação que deveria ter sido apenas ruim, e gera ativação do sistema de recompensa – e com isso, prazer – quando o sofrimento alheio indica que você foi mal, mas poderia ter sido pior.


O mesmo acontece na inveja: a ativação do seu sistema de recompensa, e portanto, sua sensação de prazer, é reduzida quando seu cérebro entende que seu sucesso poderia ter sido maior – como prova o alvo da sua inveja.


Como a Schadenfreude, a inveja tem lá sua utilidade, ao lembrar que você poderia se sair ainda melhor. A pena é o custo da inveja, que estraga o que poderia ser um prazer perfeitamente bom. Mas existe saída: é possível usar estratégias cognitivas para sufocar a inveja, colocar-se no lugar dos outros e vivenciar com eles o sucesso ainda maior que o seu. Ainda bem que essa capacidade, a empatia, nosso cérebro também tem.

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