areaRestrita

Pense como uma pessoa de ação e aja como uma pessoa que pensa. (Henri Louis Bergson)

A maioria das organizações é supergerenciada e subliderada. (John Kotter, escritor)

As invenções são resultado de um trabalho teimoso. (Santos Dumont)

As pessoas que vencem neste mundo são as que procuram as circunstâncias de que precisam e, quando não as encontram, as criam. (George Bernard Shaw)

A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás, mas só pode ser vivida olhando-se para frente. (Soren Kierkegaard)

A sua vida e o seu mundo mudam quando você muda. (Roberto Shinyashiki)

A direção é mais importante do que a velocidade. (Roberto Scaringella)

Tudo vem quando você vai atrás. (Silvia Duailib)

Descubra sua própria luz, ou passará o resto da vida sendo um pálido reflexo da luz alheia. (Paulo Coelho)

Se um homem não sabe onde quer chegar, qualquer direção parece certa. (Sêneca)

EFEITOS DA INVEJA NO SISTEMA DE RECOMPENSA DO CÉREBRO

Efeitos da inveja no sistema de recompensa do cérebro

"Tanto a inveja quanto a Schadenfreude - sensação de prazer quando o sofrimento alheio é maior - têm sua utilidade, mas também seus custos"


Se o mundo fosse simples, pouco importaria o que acontece com os outros quando a gente ganha ou perde. Mas não: se você perde dinheiro, fama ou recursos mas seus colegas perdem ainda mais, sua perda é relativizada, e você sente até um prazerzinho com a dor maior dos outros. É a Schadenfreude, palavra alemã que descreve o prazer com o sofrimento alheio quando este alivia o nosso. A Schadenfreude tem sua utilidade ao relativizar nossas perdas – assim como a estratégia de trazer um bode fedido (metafórico ou não) para a sala ajuda a colocar nossos problemas em perspectiva: o infortúnio alheio nos lembra que nossa sorte poderia ter sido pior. Desde que ela seja curtida em silêncio, a Schadenfreude até que não faz mal a ninguém.


O problema é que essa relativização também acontece no outro sentido e afeta nossa capacidade de curtir a própria sorte. Se você ganha, pouco deveria importar se os outros também ganharam ou não; o que você fez deu certo. No entanto, descobrir que alguém ganhou ainda mais do que você diminui seu prazer. É daí que nasce a inveja: da relativização do seu sucesso, mesmo quando ele deveria ser perfeitamente satisfatório. Seu prazer de conseguir comprar um carro bacana deixa de ser tão bom quando você descobre que o vizinho comprou um carro melhor ainda pelo mesmo valor. A inveja é a cobiça do sucesso alheio à custa do próprio desmerecimento.


A neurociência conseguiu localizar as bases da inveja justamente no sistema de recompensa, o conjunto de estruturas do cérebro que sinaliza quando nossas ações são bem-sucedidas e nos premia com uma sensação física e mental de prazer. A Schadenfreude ocorre quando o cérebro registra o lado bom de uma situação que deveria ter sido apenas ruim, e gera ativação do sistema de recompensa – e com isso, prazer – quando o sofrimento alheio indica que você foi mal, mas poderia ter sido pior.


O mesmo acontece na inveja: a ativação do seu sistema de recompensa, e portanto, sua sensação de prazer, é reduzida quando seu cérebro entende que seu sucesso poderia ter sido maior – como prova o alvo da sua inveja.


Como a Schadenfreude, a inveja tem lá sua utilidade, ao lembrar que você poderia se sair ainda melhor. A pena é o custo da inveja, que estraga o que poderia ser um prazer perfeitamente bom. Mas existe saída: é possível usar estratégias cognitivas para sufocar a inveja, colocar-se no lugar dos outros e vivenciar com eles o sucesso ainda maior que o seu. Ainda bem que essa capacidade, a empatia, nosso cérebro também tem.

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